domingo, 3 de maio de 2015

Imagine Hot/Triste - Luan Santana





- Eles me odeiam. Eu não consigo suportar isso, é muita pressão!- peguei minha mochila e saí da casa - Amor, não fica assim! Eu te amo e é isso que importa! Esqueça o que eles estão dizendo!- Luan me alcançou e segurou meus ombros me virando para olhá-lo. Senti a dor no peito e a fraqueza me invadirem. Gritei ao sentir a pontada forte em minha cabeça. Isso não pode estar acontecendo, não agora! Tudo girou e eu caí como uma folha nos braços do Luan. Quando recuperei os sentidos encontrei-o sentado na poltrona branca ao lado da cama. Olhei ao redor e notei que estava em seu quarto. - Oi.- ele veio até mim. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, ele havia chorado. Não o respondi, apenas olhei pro lado e pressionei os olhos sentindo minha cabeça doer- Me perdoa, por favor. Eu não queria que isso acontecesse.- soluçou- Eu não posso ficar sem você, (s/n)! Eu não posso permitir que um câncer leve você de mim, não posso!- ele chorou com vontade - C-como você...- endireitei meu corpo na cama e o encarei assustada - Não importa como eu descobri. Eu só quero te ajudar á ficar curada.- ele acariciou minha bochecha enquanto as lágrimas corriam por nossos rostos - Eu não quero morrer.- solucei em seu ombro - Você não vai. Eu não vou deixar!- afagou meus cabelos. - Você não pode fazer nada para impedir. Já é tarde demais, eu deveria ter te contando antes.- falei em meio aos soluços. Levantei rápido sentindo meu estômago embrulhar. Corri até o banheiro e me ajoelhei na beira da privada deixando o liquido vermelho expesso sair em um jato forte.- Oh meu Deus.- Luan ajoelhou ao meu lado enquanto segurava meu cabelo em forma de rabo de cavalo. Quando parou eu me levantei e lavei a boca. Cambaleei pro lado mas Luan me segurou antes que eu caísse. Ele me tomou em seus braços e me levou de volta pro quarto. Luan deitou e eu recostei em seu ombro. A dificuldade para respirar se fez presente rapidamente. Olhei para Luan enquanto as lágrimas voltavam á rolar por minha bochecha. Ele beijou minha testa e então ataquei seus lábios. Deitei sob seu corpo e arranhei sua barriga por baixo da camisa. Preciso senti-lo antes que tudo acabe. - Amor, tem certeza que você quer isso?- perguntou respirando ofegante - Eu quero. Quero muito.- falei com a voz embargada. Luan inverteu as posições e aproveitei para recostar na cabeceira da cama. Toda minha roupa fora rapidamente retirada. Ele encarou meus seios e os abocanhou com desejo. Seus beijos desceram por minha barriga e foram até minha intimidade. Luan depositou beijos em minha virilha e e caiu de boca em minha vagina. Enquanto ele me penetrava três dedos ele chupava, mordia e beslicava meu clitóris. Senti meu orgasmo chegar e escorrer quente por entre minhas pernas. Luan sorriu maroto e arrancou a boxer. Respirei fundo e então ele se posicionou por entre minhas pernas. - Lu, e-espera.- pedi me afastando um pouco e me abraçando aos meus joelhos. - Você não quer mais? Eu entendo se for isso.- se aproximou - O que? Não! Eu quero, quero muito! Mas eu tô com medo de...- falava enquanto sentia minhas bochechas queimarem- De doer.- Luan sorriu e me beijou - Não vai doer, amor. Eu prometo.- abriu a gavetinha ao lado da cama e tirou um vidro verde de lá. - O que é isso?- perguntei curiosa - Lubrificante estimulante de menta. Ele faz com que a penetração seje bem menos dolorosa.- disse enquanto me encarava - P-passa em mim?- pedi envergonhada - Com prazer, gata.- ele me puxou de modo que eu ficasse deitada novamente e abriu minhas pernas. Luan despejou o tal gel em minha vagina e rapidamente eu senti tudo ficar quente. Ele começou a massagear tanto fora quanto dentro da minha vagina. Luan me penetrou fácilmente quatro dedos me fazendo enlouquecer completamente. Isso me fazia gritar, não de dor, mas sim de prazer, muito prazer. - Anda logo com isso, pelo amor de Deus! Eu preciso de você!- pedi o puxando pelo pescoço e o beijando com vontade. - É pra já.- ele disse entre o beijo e então me penetrou sem aviso me fazendo dar um impulso para trás. Luan começou com as estocadas rápidas e brutas. Eu estava me sentindo nas nuvens. Ele se curvou e voltou a sugar meus seios. Levei minha mão até minha intimidade e comecei á esfregar meu clitóris deixando tudo melhor. Eu revirava os olhos sentindo todo o prazer me consumir. Ouvir os gemidos altos e roucos de Luan me fazia surtar. Ele desviou os beijos de meus seios novamente para meu pescoço. Ele chupava aquela área e eu sabia que ficariam marcas super roxas depois. - O-oh Lu-luan.- gritei e mordi seu ombro em seguida. Arranhei suas costas sem me importar se ficariam cicatrizes.- E-eu tô quase lá.- falei sentindo meu orgasmo chegando - E-eu também, p-pequena.- ele sussurrou ofegante. Depois de mais algumas estocadas nós gozamos juntos. Luan caiu exausto ao meu lado. Olhei-o e não pude evitar um sorriso. - Essa foi a melhor noite da minha vida até hoje!- sorri voltando a respirar normalmente - Da minha também, princesa.- ele me puxou e me beijou- Vamos tomar um banho?- assenti. Entrelacei minhas pernas em sua cintura e recostei minha cabeça em seu ombro, fechando os olhos em seguida. Quando a banheira enxeu, Luan entrou primeiro e eu logo em seguida. Recostei em seu peito enquanto recebia uma massagem relaxante. Senti algo escorrer de meu nariz e levei a mão até ele para ver o que era. Meus dedos ficaram manchados com o sangue vivo. Encarei Luan assustada quando senti o gosto do sangue em minha boca. Ele me encarou apavorado e nos tirou da banheira. Eu senti todo meu corpo mole, todo o ar que havia em meus pulmões havia desaparecido. Luan me ajudou a me vestir e quando ele acabou, me pegou no colo e desceu correndo pro carro. Me ajeitei no banco do carona enquanto tentava em vão respirar. - L-Lu...- o encarei sentindo meus olhos se enxerem de água. - Fica calma, princesa. Vai ficar tudo bem!- ele me olhou assustado e acariciou minha bochecha - E-eu te amo.- falei mas minha voz não saiu. Minha cabeça tombou pro lado sem que eu permitisse e então tudo escureceu. PON Luan Eu não sabia o que fazer. Ver minha garota daquele estado estava me destruíndo. - Lu...- ela me chamou e eu a olhei notando seus marejados - Fica calma, princesa. Vai ficar tudo bem!- olhei-a assustado e acariciei levemente sua bochecha - E-eu te amo.- ela disse deixando uma lágrima cair. Me desesperei ao ver seus olhos se fecharem e sua cabeça tombar pro lado. - Merda!- pisei no acelerador o mais forte que consegui. Seu corpo caiu mole em meu colo e eu chorei com vontade ao notar o quão pálida ela estava. - Não faz isso comigo, por favor!- gritei socando o volante. Parei em frente ao hospital, peguei-a em meu colo e corri gritando por ajuda. Os médicos me lançaram olhares de pena e logo em seguida a levaram na maca. Voltei pra sala de espera, peguei meu celular em meu bolso e disquei o número da minha mãe que não demorou para atender. - Mãe.- solucei alto- Mãe, ela tá morrendo... - O quê? Luan, o que está acontecendo? Eu não estou entendendo nada.- disse, confusa. - Vem pro hospital, por favor.- pedi - Estou indo meu amor, fique calmo.- ela desligou. Abracei meus joelhos sentindo as lágrimas escorrerem sem cessar. Minutos depois minha mãe e minha irmã cruzaram a entrada do hospital. Corri até lá e abracei minha mãe o mais apertado que consegui.- O que aconteceu, meu amor?- ela perguntou baixo enquanto afagava meu cabelo - A (s/n) tá morrendo, mãe.- falei baixo - Como assim morrendo, Luan?- Bruna perguntou visívelmente assustada. - Ela tem câncer.- minha voz vacilou. Me soltei da minha mãe e abracei Bruna que chorava assim como eu. - Como assim a (s/a) tem câncer?- minha mãe perguntou - Eu descobri hoje quando estava mexendo na gaveta dela pra procurar uma gravata. Eu encontrei o papel e foi como se todo meu mundo tivesse deixado de existir naquele exato momento. - falei sem parar de chorar. O médico apareceu e pronunciou o nome da minha menina.- Como ela está, doutor?- perguntei respirando fundo - Ela está chamando por você.- ele disse e eu senti um aperto indescritível no peito. Olhei minha mãe e Bruna e elas assentiram. Segui o médico até a porta do UTI.- Fique o tempo que precisar.- assenti. Abri a porta e entrei, a encontrando deitada naquela maca com vários aparelhos em torno de si. Caminhei até lá e sentei ao seu lado. (S/n) abriu os olhos e me encarou sem vida no olhar. Ela sorriu fraco e tentou se inclinar para me abraçar mas foi em vão. Levantei e a abracei forte. (S/a) chorou feito uma criança em meu ombro e eu no dela. - Chegou a minha hora, Lu.- ela disse quase sem voz. - Não, você não pode! Você tem que ficar comigo, por favor!- pedi sem soltá-la - Não é minha escolha, me perdoa.- ela sussurrou e eu enxi seu rosto e lábios de beijos. - Canta pra mim?- ela pediu - Claro, princesa.- funguei- Qual música?- perguntei acariciando sua bochecha - Te Vivo.- disse e eu engoli em seco. - T-tudo bem.- sorri fraco - Quando me sinto só te faço mais presente, eu fecho os meus olhos e enxergo a gente. Em questão de segundos voo pra outro mundo, outra constelação. Não dá pra explicar ao ver você chegando qual a sensação.- peguei sua mão, me inclinei e beijei sua testa.-A gente não precisa tá colado pra tá junto. Nossos corpos se conversam por horas, sem palavras tão dizendo a todo instante um pro outro o quanto se adoram.- a abracei apertado- Eu não preciso te olhar pra te ter em meu mundo porque aonde quer que eu vá você está tudo, tudo, tudo que eu preciso. Oh, te vivo.- beijei seus lábios frios. - Eu vivo você.- ela sussurrou quase sem voz. Quando senti seu coração parar eu quis ir junto. -Não! (S/n), acorda! Pelo amor de Deus! Não faz isso comigo!- Joguei meu corpo contra o seu e ignorei o barulho estridente dos aparelhos que indicavam os batimentos zerados de seu coração.- Volta! Eu te imploro! Volta! Eu te amo! Não me deixa sozinho! Eu não vou saber viver sem você! Volta pelo amor de Deus!- Os médicos tentaram me tirar de lá mas eu os empurrei pra longe e me joguei novamente nos braços da minha menina.- Por favor, pequena! Não me abandona! Eu não sou nada sem você!- Beijei seus lábios e sua testa por uma última vez e permaneci ali sem me soltar de seu corpo frio. - Luan, venha meu amor.- senti minha mãe me puxar pra fora do UTI. Desabei no chão sentindo meu peito doer como nunca. Corri até meu carro e dirigi para o lugar mais longe que consegui. Parei o carro na areia da praia e corri pro mar. Ajoelhei na água e gritei como se toda minha dor fosse sair naquele grito. ... Enquanto eles desciam o caixão um flashback desde quando nos conhecemos começou à passar em minha mente. Joguei as várias rosas e em seguida cobriram o túmulo com terra. Caminhei até meu carro e ocupei meu lugar de motorista. Olhei para o banco do carona e ao lembrar que ele jamais seria ocupado pelo ser mais perfeito que vi em toda a minha vida, eu desabei outra vez. Girei a chave na ignição e acelerei em direção ao bar mais próximo dali. Bebi incontáveis doses de vodka e tequila. Voltei pra casa quando estava amanhecendo outra vez. Entrei debaixo do chuveiro e abri na água mais fria possível. Meu peito doía como nunca havia doído em toda minha vida. Vesti apenas uma cueca e voltei pro quarto. Peguei nossas fotos e colei todas em uma parede. Parei para observar meu trabalho pronto e sorri orgulhoso. Deitei na cama agarrado ao travesseiro que antes era de (S/n) e dormi implorando que quando acordasse tudo aquilo não tivesse passado de um pesadelo.