segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Fanfic Save My Life - Capítulo 18

Capítulo 18 - Primeira Cirurgia.

Por favor leiam escutando essa música : Anna Nalick – Breathe

Toda aquela equipe me preparando, todos aquelas pessoas desconhecidas querendo me ajudar, me curar. Minha família apreensiva vendo tudo aquilo. Olhei meu pai segurando a mão da minha mãe, Liam abraçando a Vanessa e Harry sozinho me encarando com um olhar assustado.
- Estou bem. – Falei de uma forma que ele lesse meus lábios.
- Eu te amo. – Ele fez o mesmo. Eu sorri.
- Estamos prontos. – A enfermeira avisou.
Todos vieram me abraçar e falaram coisas bonitas. Sabíamos do risco dessa cirurgia, eu poderia morrer ou ficar com sequelas se o cirurgião errasse. Harry foi o ultimo.
- Eu te amo. – Sussurrei em seu ouvido e depois recebi um selinho.
- Volte pra mim. – Ele disse enquanto nossas mãos se soltavam.
Sempre via essa cena em filmes, e nunca pensei estar nessa situação. Deitada na maca vendo passar todas aquelas lâmpadas brancas, uma após uma até chegar a sala de cirurgia.
- Vamos te dar a anestesia. Por favor conte até 10 ao contrário. – Uma enfermeira me falou.
- 10, 9, 8, 7, 6... 5... – Apaguei.
POV Harry
Todos tinham alguém em que se apoiar menos eu, a Karen percebeu isso antes de ir pra sala. Sentia-me sozinho ali, me sentia vazio sem ela, como seu ela fosse minha metade, eu precisava dela pra me sentir completo. Ficamos horas ali, a mãe chorando, o pai consolando, Vanessa orando e Liam tentando parecer forte. Até que todos nós olhamos pra mesma direção.
- Graças a Deus. Como ela está Doutor – Quase pulei nele.
- Ela ficará na recuperação pós-anestésica por uma hora. Ela está bem.
Todos suspiraram e se abraçaram. Eu só sentia um grande peso saindo de cima de mim.
- Quando podemos vê-la? Liam perguntou.
- Daqui alguns minutos. Um por vez.
- Vamos nos organizar. – O pai disse sereno e feliz.
Resolvemos a sequencia, a mãe, o pai, o Liam, a Vanessa e por ultimo eu.
Quando finalmente chegou minha vez já estava no quinto copo de café. Entrei no quarto e vi ela ali, tão branca, tão frágil com uma espécie de faixa em volta da cabeça, tinha fios em suas mãos e ainda estava de olhos fechados.
Peguei sua mão e senti toda sua fragilidade que nunca gostou de demonstrar, me deitei ao seu lado e fiquei a olhando fixamente. Ainda continuava linda.
- Hey. – Ela disse quase em um sussurro tentando abrir os olhos.
- Ejaculei num copo pra você hoje. – Falei sério.
- Devo agradecer? – Ela falou confusa.
- Talvez.
- Obrigado. – Ela falou querendo sorrir, mas ainda estava sem forças. Fechou os olhos novamente, e fiquei ali segurando sua mão até que finalmente eu adormeci.
Fui acordado por uma enfermeira que precisava checar como a Karen estava. Fui embora, mas logo cedo estaria lá.
- Voltei pra você. – Ela disse com um sorriso lindo.
- E que continue assim. – Eu sorri com aquela imagem. Ela já estava bem melhor do que ontem. Senti algo dentro de mim, senti Esperança.
- Só por ele? E nós? – Vanessa disse com as mãos na cintura.
- Que feio escutar a conversa do outros amor. – Liam depositou um beijo na bochecha dela.
- Como está querida. – Seu pai beijou sua testa.
- Minha filha. – A mãe ainda não parava de chorar.
- Estou bem, por favor, sem dramas. – Karen e seu humor negro.
- Vejo que estão todos aqui. – O doutor entrou no quarto.
- Então como me sai? – Karen perguntou ao médico que sorria.
- Muito bem, daqui a uma semana vamos começar a quimioterapia.
- Droga. – Karen repudiou.
- Tudo bem, vamos estar com você. – Segurei sua mão, ela apertava como se pedisse ajuda ou uma fuga.
- Pelo jeito vou morar aqui por um tempo. – Ela disse revirando os olhos.
- É a melhor maneira de cuidarem de você. – Liam respondeu cuidadoso.
- Preciso de algumas coisas de casa. – Karen pediu.
- O que precisar amiga. – Vanessa sentou aos pés da cama.
- Meu caderno, notebook, celular, fones e meu violão. 

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