(Horas depois)
POV JUSTIN
Já estava pronto e nervoso, não entendia o porquê do nervoso era só um jantar certo? Peguei meu carro e fui à casa da (s/n) e meu queixo abriu quando a vi vindo à direção do carro, estava simplesmente... Perfeita.
- Está linda. – Beijei sua mão e ela riu.
- Obrigada.
Fomos durante o caminho falando sobre sua saúde e de como desmaiou, por incrível que pareça eu estava tão nervoso que não conseguia puxar assunto. O que está acontecendo? Justin Bieber nunca fica nervoso.
- Chegamos. – Falei quase como um alivio.
Fomos até nossa mesa que já estava toda preparada, era em uma área privada que só funcionários tinham acesso, no chão pétalas de rosas, musica tocando de fundo, o melhor vinho nos esperando, as luzes estava meio baixas deixando o lugar ainda mais romântico. Eu mandei fazerem tudo pra deixar assim e eles conseguiram.
- Ual é lindo. – Ela falou olhando em volta.
- Madame. – Falei puxando a cadeira pra ela sentar.
- Obrigado Cavalheiro. – Ela respondeu com um grande sorriso nos lábios.
O senhor grisalho anotou nosso pedido, primeiro as entradas e depois o jantar.
- Me desculpe por virar sua rotina do avesso. – Falei tomando o vinho.
- Ainda estou me adaptando com isso. – Ela falou em um tom sério.
- É difícil ter uma vida normal, encontros normais.
- Entendo. Deve ser a pior parte né? – Ela perguntou curiosa colocando a mão no queixo.
- Não. A pior parte é ficar longe de quem se ama. – Respondi sério e a encarando.
- É entendo. – Ela respondeu corando.
- Mas me fale mais sobre você. – Falei desviando o assunto.
- Bom por onde começar? Sou Belieber desde 2009, desde o começo de tudo, desde Kidrauhl pra ser mais exata. Sofro bullying na escola, pois me corto e tenho bulimia desde 2010 porque mesmo sabendo que de longe tinha alguém que amava, mas não era o bastante, meus pais vivem viajando, são grandes empresários de todo USA e Canadá, então eu sempre fico sozinha, a única companhia é o Zac. Eu tento parar com tudo isso, mas sempre tenho recaídas. – Ela parou com os olhos arregalados como se tivesse falando besteiras.
-Tudo bem eu não estou te julgando. – Falei tocando em sua mão gelada.
- Eu não deveria ter cuspido todas essas coisas em você.
- Deveria sim. Como eu te ajudaria se não me contasse? – Perguntei sorrindo.
- Me ajudar? Como? –Ela perguntou abaixando a cabeça.
- Não foi por acaso que foi naquele show (s/n). Foi o destino, era pra acontecer. Eu não sei ainda como vou te ajudar, mas eu vou. Confia em mim? – Perguntei levantando seu queixo.
- Claro. – Ela respondeu com um sorriso e lagrimas nos olhos.
- Vamos passar por isso juntos. – Falei enxugando suas lagrimas.
- Eu adoro essa música. – Ela falou fechando os olhos enquanto ouvia a canção.
- Então, por favor, me permita? – Falei estendo minha mão para ela.
- O que você vai fazer Justin? – Ela perguntou pegando em minha mão.
- Vamos dançar. – Falei a puxando pra mais perto de mim. Nossa distancia ficou mínima, nosso movimento era perfeito, nos encaixamos. Sentia seu perfume enquanto respirava fundo perto de seu pescoço. Ela estava quase nas pontas dos pés.
- Obrigado. –Ela falou colocando seu rosto em meu peito.
- Eu vou te rodar agora. – Falei em seu ouvido e em seguida rodopiando ela que riu.
- Isso é um sonho. – Ela falou olhando direto pra meus olhos agora.
- Se for, por favor, não me acorde. – Falei olhando em seus profundos olhos azuis, peguei em seu rosto e não consegui resistir.
Nós beijamos, ela sabia que ia acontecer quando me aproximei e se assustou no começo, mas logo cedeu. Não paramos de dançar durante o beijo, foi mágico, romântico, calmo e perfeito. Nunca me senti assim com ninguém, meu coração nunca palpitou dessa maneira. Era impossível, mas eu sabia que estava apaixonado pela aquela garota. Depois de tantas, era com ela que queria ficar. Ela era meu porto seguro.
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