Capítulo 7 - Resultados
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Mesmo estando bêbada consegui bater e muito naquela vadia, ela me tira do sério com suas provocações, ela me odeia por que tentou namorar o Liam e eu fui contra então infernizei a vida deles até ele ver a vadia que ela é. Eles namoraram 2 meses e até hoje ela quer voltar e ele já pegou nojo dela, desde então ela me odeia e sempre que pode arruma briga.
- Solta ela Sophia – Vanessa gritou tentando nos separar. Sophia recuou, me encostei-me a uma arvore que tinha ali próximo já estava exausta e completamente tonta, consegui ver o sangue no canto da boca dela e dei um sorriso vitorioso, quando ela viu correu em minha direção e meu deu um soco de direita em cheio o que me fez cair e apagar.
- Tem certeza que ela vai ficar bem? – Escutei a voz de Guilherme.
- Vai sim ela é forte – Senti a Vanessa passando as mãos na minha cabeça.
- Aiiiiiii – Falei abrindo os olhos e tocando na área dolorida.
- Viu? Ela está bem – Vanessa disse olhando para o Guilherme.
- O que aconteceu? Aquela vaca me paga – Disse tentando levantar e percebi que estávamos no carro.
- A Sophia tinha apanhado mais com certeza, mas ai ela conseguiu te acertar em cheio com um soco na boca e você caiu e bateu a cabeça na arvore. Sangrou muito e você desmaiou, foi irado. Guilherme contava entusiasmado.
- Isso vai ficar marcado Karen, você é louca garota – Vanessa apertou o canto da minha boca e eu resmunguei.
Eles me deixaram em casa, entrei e meus pais já não estavam mais na sala, fui quase rastejando até meu quarto, ainda estava tonta e não sabia se por causa da bebedeira ou a pancada. Do jeito que cai na cama apaguei.
- Karen, Karen. Você saiu ontem né sua loca – Liam me sacudia.
- Não grita porra – Falei me rastejando da cama em direção ao banheiro.
- O que é isso no seu rosto? – Seu olhar de choque me assustou será que tava tão feio assim? Olhei-me no espelho e tinha um corte na cabeça e um roxo no canto da boca. Contei o que aconteceu ao Liam enquanto tomava banho, me deu um esporro sentado no chão do banheiro.
Tentei esconder as marcas com maquiagem, mas ainda estavam visíveis. Meus pais logo perceberam e tive que falar que briguei na escola um dia antes e tinha conseguido esconder deles. Eles acreditaram ou fingiram que sim.
- Bom dia a todos – Disse o médico entrando no consultório. Recebendo um Bom dia desanimado de todos.
- Então Doutor é muito grave – Minha mãe perguntou.
- Não tenho um jeito melhor pra contar isso então vou tentar ser o mais claro possível. Todos já sabemos que você tem Melanoma estágio 3 como você prefere chamar de M3. – O médico falava diretamente pra mim alternando o olhar para minha família. - O MRI mostrou metabolismo no lobo temporal direito. Uma biópsia revelou células divididas. Isso e outros testes nos levaram ao diagnóstico final de Melanoma Metastático estágio 4 com metástase no fígado e no cérebro e é por isso que você tem alucinações.
Um silencio perturbador invadiu o consultório.
- Você disse que ia ser claro Doutor – Meu padrasto disse.
- É um câncer só que mais agressivo e raro. E espalhou pequenos “filhos” para o fígado e o cérebro. Eu sei que é difícil de digerir tudo de uma vez, mas eu tenho que terminar. A chance de sobreviver a esse tipo de câncer é de 5%. Se fizer cirurgias, quimioterapia e radiação eu consigo dar meses de vida.
- Oh meu Deus será meu destino perder minha família para o câncer? – Minha chorava desesperada sendo amparada pelo meu padrasto. Liam imóvel olhando para a parede.
A lembrança de meu pai veio em minha mente, ele morreu de câncer no pulmão devido aos cigarros, eu era um bebe então não lembro e chamo meu padrasto de Pai.
-Eu sinto muito, existem grupos de apoio. – O médico tentava continuar.
- Eu não vou fazer merda nenhuma dessas. – Eu finalmente gritei tirando todos de seus transes. – Meses? Antes era anos agora são meses? Não perder meu tempo com 5% de chance. – Meus olhos afogados em lágrimas, eu soluçava. Senti um medo e desespero ao mesmo tempo e sai correndo daquele consultório, escutava vozes gritando meu nome logo atrás então peguei o maior fôlego que tenho e corri mais rápido.
Não lembro por quanto tempo corri só sei que parei por que parecia não ter mais ar em meus pulmões, meu coração estava saltando em meu peito e minha cabeça doía. Só percebi que parei no meio da rua quando escutei o barulho de uma moto freando em minha direção.
- Você está bem? – Escutei a voz rouca que conheço bem.
- Já não arruinou minha vida o suficiente? O que mais quer de mim?
- O que? Eu só...
- Só está aqui por mim, é já sei e cansei de ouvir isso de você. Você veio por mim? Veio pra me avisar que vou morrer? Parabéns você conseguiu eu já sei disso agora me deixa em paz. Eu ordeno que meu cérebro podre pare com isso. – Senti uma pontada na cabeça insuportável, senti meu corpo entrar em colapso devido tudo aquilo, senti minha vista escurecer. Apaguei.
- Alo? Preciso de uma ambulância agora. Uma moça desmaiou na rua. Meu nome é Harry Styles. Rápido ela está machucada. Vou passar o endereço – Escutava, mas não conseguia abrir os olhos, Harry? Não foi meu cérebro que inventou esse nome, e com certeza não meu cérebro que chamou uma ambulância.
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